É preciso guardar certas coisas
(cartas, desenhos, poemas).
Mas não no sentido
de pôr num lugar apropriado
(como quem guarda no armário uma camiseta);
é preciso guardar como quem vigia
para defender, preservar, proteger
(como quem guarda uma fronteira).
É preciso guardar certas coisas
(músicas, retratos, perfumes, receitas,
papéis de bala, pétalas já secas).
Mas não no sentido
de ocultar, calar, manter
(como quem guarda um segredo a vida inteira);
e sim no de tomar conta, velar, zelar
(como quem guarda sua princesa).
Guardar, enfim, como se guarda
de verdade um passarinho:
não na gaiola, preso, sozinho;
mas mirando-o em pleno vôo:
lembrando-nos, a qualquer hora,
a direção do infinito.
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Felipe C.
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Talvez até concorde com alguma coisa, mas continuo achando que a maioria, vou mesmo jogar fora... ;)
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